Artigo brasileiro é o que apresenta maior crescimento de citações no fim de 2009 na área de Farmacognosia e Taxonomia
A Thomson Reuters, empresa que indexa diversas revistas científicas, divulgou recentemente balanços referentes à produção de ciências em 2009. Estados Unidos, Alemanha e Inglaterra lideram a relação, sendo os países cujos autores foram mais citados.
Os EUA ocupam a primeira posição, com 2,9 milhões de papers produzidos. As produções norte-americanas foram citadas 44,6 milhões de vezes, o que produz uma média de 15,02 citações por artigo. O trabalho norte-americano mais citado de 2009 foi "Mechanisms of Disease: atherosclerosis in autoimmune diseases", publicado pelo New Englando Journal of Medicine em 1999.
Já a Alemanha está praticamente empatada com a Inglaterra em número de citações. Enquanto artigos do país continental foram mencionados 9,40 milhões de vezes, os insulares figuraram nas referências bibliográficas 9,39 milhões. Na média por artigo, contudo, os ingleses ficam à frente de seus colegas germânicos, com 13,78 contra 12,28, respectivamente.
No ranking da média de citação por artigo produzido, a liderança é da Suíça, com 15,73 menções por trabalho publicado. Os EUA ocupam a segunda posição, com 15,02, seguidos por Dinamarca (14,77) e Holanda (14,47). A produção suíça, no entanto, é pequena comparada com os países líderes na quantidade de citação. Cientistas do país publicaram 171,2 mil obras, sendo a quarta menor produção da lista de 20 países cujos artigos foram mais citados. O Brasil não aparece entre eles.
Farmacologia
O artigo "Survey of medicinal plants used in the region Northeast of Brazil", publicado na edição de julho a setembro de 2008 da Revista Brasileira de Farmacologia por cinco pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba, foi eleito o "artigo mais quente" dos últimos quatro meses de 2009 pela Thomson Reuters na área de Farmacognosia e Taxonomia.
O apontamento da empresa mostra os artigos que apresentaram maior crescimento percentual em número de citações no período designado.
O estudo dos pesquisadores Maria de Fátima Agra, Kiriaki Nurit Silva, Ionaldo José Lima Diniz Basílio, Patrícia França de Freitas e José Maria Barbosa-Filho registrou 650 espécies pertencentes a 407 gêneros e 111 famílias no nordeste brasileiro. O trabalho conclui ser necessário mais estudos para investigar o potencial medicinal de uma série de componentes da flora nordestina.
(Marcelo Medeiros, Jornal da Ciência) |