Temporão prega integração de plano de saúde com SUS
Agencia Estado
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, reconheceu hoje, no Rio, que o setor de saúde suplementar ainda tem muitos desafios a enfrentar, "principalmente na integração com o sistema público de saúde". Temporão participou da abertura do 2º Seminário Internacional de Regulação da Saúde Suplementar, que comemorou os dez anos da Lei 9.666, que instituiu a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que hoje regula o setor.
Para ele, a legislação estruturou o sistema, por meio da criação de uma política de qualidade e acompanhamento da saúde financeira das operadoras. Mas ainda há muito a ser feito. Até outubro, deverá ser implementado o novo sistema de informática, que tornará ágil o processo de ressarcimento ao Sistema Único de Saúde (SUS) pelas operadoras. É que, pela lei, as empresas devem pagar ao SUS quando um beneficiário usa o sistema público. Atualmente, o ato é burocratizado e o governo, raramente, consegue receber.
"Com essa nova metodologia, estimamos dobrar o volume de recursos, passando para R$ 200 milhões por ano. Depois, vamos ver a questão do tratamento ambulatorial porque, até então, vamos trabalhar apenas a questão hospitalar", detalhou. Num primeiro momento, o sistema será adotado apenas para ressarcir o SUS pelas internações, cirurgias, transplantes e procedimentos de alta complexidade. Os atendimentos em policlínicas, ambulatoriais e de urgência e emergência passarão a ser cobrados depois.
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